Mora é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 2 800 habitantes.
É sede de um município com 443,46 km² de área e 5 787 habitantes (2001), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Ponte de Sor, a nordeste por Avis, a leste por Sousel, a sueste por Arraiolos e a oeste por Coruche.
Mora, que tem por orago Nossa Senhora da Graça, é a freguesia sede do Concelho homónimo, localizado na bacia hidrográfica do Tejo, no distrito de Évora; a principal linha de água da freguesia é o rio Raia, que constitui um dos seus locais de interesse turístico.
O topónimo “Mora” é um vocábulo latino que significa “amora”; no entanto, existem outras versões, como a de no local ter sido fundada, em tempos remotos, uma colónia de castelhanos provenientes da região de Mora, em Espanha, o que parece não ter qualquer sustentação histórica, o topónimo mais parece provir da herdade onde a vila teve início; pelo menos, documentos oficiais do século XII referem já a expressão “cabeço de Mora”.
No que refere ao povoamento, a freguesia é povoada desde a pré-história e a comprová-lo estão as numerosas antas e outros monumentos megalíticos que em grande quantidade continuam a existir em óptimo estado de conservação, não só na freguesia, mas por todo o Concelho. Entre outras civilizações, são mais evidentes os testemunhos da estada ou passagem dos romanos, dos visigodos e dos árabes.
Em 1212, D. Afonso II entregou à responsabilidade da Ordem de Calatrava, posteriormente, de Avis, um vasto território que compreendia Mora e o seu termo, estendendo-se até Benavente, com o sentido de que os eclesiásticos chamassem para o local os colonos, com o fim de proceder ao repovoamento e cultivo das terras. Nesta época, Mora encontrava-se sujeita ao poder de Coruche e do seu castelo, que recebera, a meados de 1176, foral de D. Afonso Henriques. Mora era referida pela primeira vez em 1293, numa carta de doação do cabido de Évora à Ordem de Avis, que assim recebia o território no qual se integrava a freguesia de Mora, à qual posteriormente foram anexadas as freguesias de Pavia, Cabeção e Águias, dando assim origem ao Município de Mora, sendo então provável que já existisse antes de 1519, ano em que D. Manuel I concedeu à povoação Foral Novo, mais precisamente a 23 de Novembro. Extinto em 1855, o concelho acabaria por ser restaurado em 1861, passando, durante esses seis anos, as suas freguesias a estar integradas no Concelho de Montemor-o-Novo; contudo, nova interrupção, de 1895 a 1898, antecedeu a definitiva organização municipal de Mora.
Eclesiasticamente, o tribunal da Mesa da Consciência apresentava o prior, que tinha de rendimento anual cento e oitenta alqueires de trigo, cento e vinte de cevada e dez mil réis em dinheiro.
No aspecto patrimonial, a Igreja Matriz ganha especial destaque por alguns pormenores do seu interior; no entanto, muitos outros monumentos merecem destaque nesta freguesia, como é o caso da ermida de Santo António, dos antigos Paços do Concelho, da Casa da Cultura, entre outros.
A nível económico, a freguesia de Mora nos últimos anos aumentou o seu número de habitantes (apesar de muitas das outras freguesias do concelho verem a sua população diminuída), o que é uma reflexão da prosperidade que tem vindo a alcançar, pelo que a agricultura não representa, equitativamente, o mesmo peso económico que nas restantes freguesias do Concelho. Mas, nem sempre foi assim, porque durante alguns séculos, a área da povoação, como do Concelho em geral, permaneceu preenchida por uma extensa área florestal, sendo as matas constituídas fundamentalmente pelo sobreiro e pela azinheira. A freguesia de Mora destaca-se também pela sua considerável produção de mel e de cera, e por actividades do domínio industrial.
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Símbolos Heráldicos e sua Justificação
Escudo
Escudo de ouro.
Coroa Mural
Coroa mural de prata de três torres.
Listel
Listel branco, com a legenda a negro: “FREGUESIA DE MORA”.
Abelhas
Acantonadas em chefe, duas abelhas de negro, realçadas de prata.
Representam a produção de mel e de cera, actividades económicas de grande interesse na Freguesia.
Sobreiro
Sobreiro arrancado de verde, frutado e descortiçado de vermelho.
Representa a extensa área florestal que caracteriza não só a Freguesia, mas todo o Concelho de Mora, e na qual abunda o sobreiro.
Burelas Ondadas
Campanha diminuta de três burelas ondadas de azul e prata.
Representam o rio Raia, que passa na freguesia, constituindo uma das suas atracções turísticas, assim como uma das suas fontes de rendimento.
Bandeira
- Verde;
- Cordão e borlas de ouro e verde;
- Haste e lança de ouro.
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